É imensa a variedade de pimentas: grandes, pequenas, frutos ou sementes. A pimenta-do-reino, especiaria mais usada no mundo, vem da Índia. Os frutos redondos e miúdos nascem em cachos de uma trepadeira que dá pequenas flores. Pertence à família das piperáceas e seus princípios ativos são a piperina e a piperidina. A pimenta preta é colhida ainda verde e deixada secar ao sol, adquirindo a cor preta pela ação de um fungo que cresce na casca dos grãos. A pimenta verde é colhida antes da maturação total e, ainda fresca, é conservada em salmoura. Já a pimenta branca é colhida após o amadurecimento e fica de molho em água durante alguns dias até soltar a casca, quando então é seca. É a de sabor mais delicado, usada quando não se quer alterar o sabor da preparação. A pimenta rosa é o fruto da aroeira, árvore que cresce no litoral brasileiro.
As pimentas da espécie Capsicum, em espanhol chamadas de chiles, são nativas da América do Sul. Seu princípio ativo é a capsaicina, poderoso antioxidante. Elas incluem a pimenta malagueta, a dedo-de-moça, pimenta-de-cheiro, pimenta-biquinho, cumari, pimenta-de-caiena, jalapeño (que, quando seca, é chamada de chipotle) e muitas outras – na verdade, estima-se que existam mais de 300 tipos de pimentas deste grupo.
Para a pimenta não arder tanto, devem-se evitar as sementes e partes brancas no seu interior, que contêm 80% da capsaicina.
Ingerida com moderação, a capsaicina estimula o apetite e auxilia na digestão, além de contribuir para a produção de endorfinas. Quem costuma exagerar na pimenta acaba por não senti-la, ficando cada vez mais resistente a ela. Um leve toque de pimenta realça os outros sabores, por isso se usa pimenta até em sobremesas.
Nádia Lamas
http://vieirasetrufas.blogspot.com/
|