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Tutuca

Entrevista publicada em novembro de 2008 na Zona Norte.

Ulisver João Baptista Linhares, o popular comediante Tutuca, presente nos lares brasileiros desde a década de 1950, através de seus inúmeros personagens que sempre alegraram a população. Simpático e festivo, recebeu a equipe do Correio Carioca para animada entrevista. Confira o bate-papo.

Correio Carioca: Por que o apelido Tutuca?
Tutuca: É apelido de infância. Eu fui tratado desde garoto como Tutuca e o meu irmão era Sussuca.

O senhor tem alguma formação universitária?
Eu não fui formado, eu fui deformado (risos). Trabalhei muito como propagandista e vendedor, era daí que vinha meu sustento.

O seu início foi na rádio Tupi. O que mais marcou na sua passagem por lá?
Um dos personagens que eu interpretava e me lembro até hoje era o Lambretildo, que fazia parte de um quadro chamado "Casal do Amor". Atuávamos: eu, Simone de Moraes e Otávio França.

Qual o programa em que trabalhou que acha que mais marcou sua trajetória?
Turma da Maré Mansa.

É difícil ser humorista?
Eu já nasci palhaço. Sempre fiz rir.

Teve algum humorista com quem tenha gostado mais de trabalhar?
Cito três: sempre fui muito fã do Costinha, do Golias e do Matinhos. Vivia imitando esse pessoal.

Como andam os programas humorísticos atualmente?
Não tenho mais saco pra assistir a programas humorísticos. Está quase tudo muito mal apresentado. Tudo muito diferente e sem graça. O programa humorístico praticamente acabou. São poucos bons no rádio e na TV. Estão quase todos realmente muito ruins, esquisitos mesmo e de tal maneira mal escritos que não dá mais vontade de acompanhar quase nada. Às vezes, vejo e fico pensando: Meu Deus do céu! Como esculhambaram a arte de fazer humor! Tudo o que se fazia antigamente foi jogado por terra. O que acontece é que pra se fazer bem qualquer coisa na vida tem que se ter prazer de fazer. Não sinto que a maioria dos humoristas de hoje tenha prazer de fazer humor. Sendo assim, como eles podem querer que os espectadores tenham prazer de assisti-los?

O senhor já fez vários filmes. Qual o que considera mais importante? E qual o mais recente?
"A guerra dos Rochas" me marcou bastante. Já o mais recente foi "Os normais".

Foi longa a sua participação no programa "A Praça é Nossa". Quando se lembra de sua passagem por lá, o que lhe vem à cabeça?
Saudade. Muita saudade.

Cite personagens marcantes que o senhor tenha feito no humorístico do SBT.
O faxineiro Clementino, que tinha como bordão "como é boa essa secretária, ah, se ela me desse bola" e o quadro com o "Seu Menezes" e com a "Dona Dadá", em que eu falava sempre "tadinha, Seu Menezes" (risos).

Com o que o senhor ocupa o tempo hoje em dia?
Almoço, janto e o resto é particular.

Como levar a vida com humor?
As pessoas têm que arrumar um jeito de achar graça na vida. Se estiver difícil achar a graça, que façam cócegas em si mesmas (risos).

 


 
 
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