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Luiz Vieria

Entrevista publicada em maio de 2008 na Zona Norte.

"Advogado do Nordeste" e "Menino Passarinho" são apenas alguns dos codinomes pelos quais é conhecido o cantor, compositor, poeta e radialista Luiz Vieira, que completa este ano oito décadas de vida, tendo muitos motivos para comemorar. Além de uma coletânea de mais de 500 composições de sua autoria, muitas das quais foram regravadas por grandes nomes da MPB, ele também celebra o recente nascimento de seus dois filhos gêmeos e o sucesso do programa "Minha Terra, Nossa Gente", que está no ar há mais de vinte cinco anos, e recebe uma média de 500 telefonemas por dia, de um público fiel e apaixonado.

Correio Carioca - Porque você veio morar no RJ?
Luiz Vieira - Eu estava em Guapimirim com o meu avô e ouvi Jorge Veiga cantando no rádio. Achei a voz dele super estranha. Então pensei: Se há lugar para ele também deve haver um lugar para mim. Então decidi vir passar uns tempos com o meu pai que morava aqui. Nesse período trabalhei como engraxate, carreguei sacola e fui até guia de cego para conseguir algum dinheiro.

Quando nasceu seu amor pela música?
Música é um dom. A gente nasce com ele. Eu já nasci "musicado".

E qual de suas composições é a preferida?
Todas. Música é como filho. O amor é o mesmo. Talvez a gente tenha um pouco mais de chamego pelos "caçulas".

E "Prelúdio Para Ninar Gente Grande"?
Eu escrevi esta canção durante um vôo para agradecer o carinho de uma namorada que tive na Bahia, que se preocupava muito comigo, pois eu vivia muito cansado. Um dia ela me seqüestrou e me levou para um apartamento para eu poder descansar. Acabou se tornando um grande sucesso que me deu o apelido de "Menino Passarinho". Eu nem esperava.

Qual você considera o seu maior sucesso?
Eu tive algumas fases de sucesso. A primeira foi "Menino de Braçanã", em 1953. Percebi isso quando cantei esta música em um show para 10 mil pessoas e todos me acompanharam. Nesse dia eu desmaiei de tanta emoção. Depois eu tive outros...

Falando em emoção, como é fazer o programa "Minha terra, Nossa Gente"?
Minha emoção de fazer rádio começou em 1946 com a Rádio Clube do Brasil, onde eu fazia o programa Manhãs na Roça. É realmente fascinante! Mas o "Minha terra" é especial porque conto histórias que vivenciei e muitas vezes me emociono ao relembrá-las. Às vezes choro no programa sem nenhum constrangimento.

E como é ser pai com quase oitenta anos?
É uma glória! Sobretudo porque eu me divirto muito. As pessoas me vêem passeando com os meninos e pensam que são meus netos.

Como você avalia o nível musical atualmente?
Existem coisas boas e ruins. A diferença é que antigamente era o povo que elegia os artistas. Hoje são as fábricas que pagam para os artistas cantarem na mídia. Por isso muitos sucessos são relâmpago!


 
 
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