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Golden Boys

Entrevista publicada em fevereiro de 2009 na Zona Norte.

Quando Roberto, Ronaldo, Renato Corrêa e Valdir da Anunciação, adolescentes, começaram a cantar na escola, não poderiam imaginar o sucesso que estaria por vir. Após sugestão de um apresentador de rádio, adotaram o nome do grupo que os consagrou. Com 50 anos de carreira, os Golden Boys falam com exclusividade ao Correio Carioca sobre o início da carreira, grandes momentos, família e lançamentos.


Roberto Corrêa

Correio Carioca: Em que ano e como nasceram os Golden Boys?
Golden Boys: No final de 1958. Nós estudávamos juntos na Escola Industrial Ferreira Viana e nessa época começamos a tomar gosto pela música e começamos a cantar no próprio colégio. Então, inscrevemo-nos no programa de calouros da Rádio Mauá, apresentado por Hélio Ricardo, cantando músicas do "Trio Irakitan", do "Trio Nagô", dos sofisticados "Os Cariocas" e dos internacionais "The Diamonds" e "The Platters".

Quem deu o nome do grupo Golden Boys?
Foi o apresentador do programa de calouros Hélio Ricardo, por causa da influência da música americana, que era muito forte naquela época. Nós ganhamos a nota cinco, máxima no programa do Hélio e com o dinheiro compramos um violão.

Como foi o início da carreira?
Nós abiscoitamos o prêmio máximo do programa e com isso chamamos a atenção dos ouvintes nas apresentações seguintes no mesmo programa de calouros. Durante as apresentações na Rádio Mauá fomos levados pelo cantor e compositor Jairo Aguiar para a gravadora Copacabana Discos. A primeira música que gravamos foi "Meu Romance com Laura", em 1959, canção composta pelo próprio Jair.

Quem os incentivou?
Foi nosso pai, Moacir.

Inicialmente o grupo era composto por quatro integrantes. Falem do Valdir que faleceu prematuramente.
Valdir da Anunciação faleceu em 2004. Ele não era nosso parente de sangue, mas por conviver conosco durante tantas décadas era considerado um irmão.

O falecimento prematuro do Valdir, além da saudade, influenciou ou prejudicou as apresentações de vocês?
Sim. No começo, não só psicologicamente, mas na parte artística também, pois tivemos que nos adaptar, principalmente com os back vocals, hoje feitos por nossos filhos: o baterista Diego (filho do Renato), o baixista Roberto (filho do Roberto) e o Bruno (filho do Mário, do Trio Esperança).

Como era a Jovem Guarda?
Era um encontro de jovens com muitas aspirações, com bastante talento, que se reuniam, aos domingos, num programa de TV. Esse mesmo grupo seguia uma tendência global de mudanças de costumes, ou seja, cabelo grande, botas, guitarra, rock. Foi feita a versão brasileira que acabou virando um movimento. O grupo era apolítico, seguia a própria filosofia. O início da Jovem Guarda se deu em 1965. Nós consideramos a Jovem Guarda um fenômeno musical.

Algum fato pitoresco daquela época merece destaque?
Sim. Quando acabava o programa Jovem Guarda, da tv Record, em São Paulo, havia uma multidão na porta da emissora e os artistas tinham que sair pelo meio do público. Às vezes saíamos com a camisa rasgada, com o cabelo desarrumado e muito tempo depois do horário do fim do programa (risos).


Roberto Corrêa


Como vocês comparam a música eletrônica à música de ontem?
A música eletrônica é boa para "sacudir o esqueleto", é boa para provocar sensações de dança. A música de ontem fala muito mais ao interior da pessoa, o universo de sensações e emoções é infinitamente maior.

Quais foram as músicas de maior sucesso dos Golden Boys?
Alguém na Multidão, Pensando Nela (Bus Stop), O Cabeção, Fumacê e Andança, que obteve o terceiro lugar no Festival Internacional da Canção, em 1969, interpretada com a Beth Carvalho. O Festival foi um dos maiores movimentos musicais da história do Brasil, quiçá da América do Sul.

Vocês são irmãos e toda família se destacou na música. Quais são os grupos musicais que vocês formaram?
Golden Boys, grupo composto por Roberto, Ronaldo, Renato e Valdir e Trio Esperança, que teve três formações ao longo da história. A primeira, com Regina, Mário e Evinha. A segunda formação, com Marizinha no lugar da Evinha, que foi fazer carreira solo, com muito sucesso, principalmente interpretando a canção "Cantiga por Luciana". E a terceira formação do Trio, com Regina, Marizinha e Evinha, que retornou. Todas moram hoje na Europa e fazem muito sucesso se apresentando por lá atualmente.

Os músicos que acompanham suas apresentações ainda são os mesmos?
Não, houve muita mudança. Hoje são nossos três filhos e mais o Sérgio Alcântara, guitarrista (guitarra midi).

Nas apresentações de hoje são revividos apenas sucessos antigos ou vocês têm lançamentos? E quando será o próximo show?
Só sucessos antigos. A partir de março, após nossas férias, segue a agenda de shows.

Vocês continuam gravando e querem destacar algum lançamento?
Sim, vai sair agora para as lojas o DVD "Goldherança", com os sete irmãos, e será uma retrospectiva de todos, Golden Boys, Evinha e Trio Esperança. E também vão ser lançados em março, dois cds, com 40 músicas, em comemoração aos 50 anos de carreira dos Golden Boys.

Vocês também são compositores. Cite grandes sucessos de sua autoria.
Do Roberto Corrêa: Te amo, Eu já nem sei e Pode esperar. Do Renato Corrêa: Anjo, Doce doce e Casaco Marrom. Do Ronaldo Corrêa: Foi assim.

Como deve proceder quem quiser entrar em contato com os Golden Boys?
Entrando em nosso site, www.goldenboys.com.br

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