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Eliezer Motta

Entrevista publicada em maio de 2013

Abre a boca, Batista!
Comediante Eliezer Motta, intérprete do popular sacristão e de muitos outros personagens de sucesso, conta momentos marcantes de sua carreira

Em entrevista exclusiva, o famoso humorista Eliezer Motta revela aos leitores do Correio Carioca detalhes de sua vida artística, que alegra a população brasileira há décadas. Confira o imperdível bate-papo.



Correio Carioca: Quando surgiu sua veia humorística?
Eliezer Motta: A pessoa nasce com a veia humorística, não há escola para aprender isso. Quando eu era criança já era assim. No colégio eu vivia fazendo graça pros meus colegas rirem.

Quando e como foi sua primeira apresentação?
Minha primeira atuação aconteceu numa peça quando estava no primário. Atuei em “O Patinho Feio” e fui o próprio patinho, não usando maquiagem (risos).

Na TV, minha primeira participação ocorreu por acaso, em 1965. Estava na plateia do programa Bairro Feliz quando o diretor, Maurício Sherman, pensou que eu era figurante e me chamou para atuar num quadro. Eu só tinha que dizer “tá preso”. No ensaio, ok, fiquei tranquilo, mas quando chegou o dia do programa, que era ao vivo, fiquei desesperado. O diretor tentou me acalmar. Na hora da minha atuação segurei o braço do ator do programa e, nervoso, fiquei repetindo várias vezes a frase “tá preso”. O ator disse: “chega, eu sei que estou preso”! (risos) Todos acharam que havia sido proposital, isso acabou fazendo sucesso e fui convidado para continuar.

Programa do Jô Soares

Como surgiu a ideia de criar o sacristão Batista, personagem que atuava com o irmão Carmelo (Jô Soares)?
O personagem não foi criado para mim. O ator escolhido inicialmente não quis interpretar o papel. Acabei criando as características do personagem juntamente com o Jô Soares. Foi todo baseado num sacristão verdadeiro, que eu conheci numa igreja, em Olaria.

Quais outros personagens marcaram sua carreira?
O Carlos Suely, super-herói amigo do Capitão Gay (Jô Soares), fez muito sucesso. Outro que marcou bastante foi o Malandro Esperto, personagem criado a partir de um “171” verdadeiro.


Escolinha do Professor Raimundo

O ambiente descontraído que o telespectador recebia em casa era o mesmo na hora das gravações?
Era fantástico! Havia batucada e muita alegria antes de começar as gravações. O clima era de amizade e muita união. E tudo isso reunindo a nata do humor nacional.

Havia improviso?
Muito. O Chico Anysio costumava nos provocar para o improviso. Os colegas aproveitavam para fazer piada e o telespectador era brindado com mais humor.

Como o Chico Anysio era profissionalmente?

Era um gênio. Em 100 anos talvez não apareça outro igual.

Com quais colegas você mais gostava de atuar na Escolinha do Professor Raimundo?
Gostava de atuar com todos, pois eu aprendia bastante. Só tinha gênios! Em cena, todos colegas trocavam experiências. O Chico Anysio ensinava a todos, nas conversas antes das gravações ele dava dicas. Era realmente um professor.



Atualidade

Quais são as maiores diferenças de seu personagem na Escolinha do Gugu para a do Professor Raimundo?
Algumas, pois o Batista começou com o Jô Soares, depois houve um segundo na Escolinha do Professor Raimundo, um terceiro no programa do Renato Aragão e o quarto, que é o da Escolinha do Gugu. Todos possuem roupas, vozes e características um pouco diferentes. Apenas os dentes são iguais.

Quais são seus trabalhos atuais?
Estou na Record, na Escolinha do Gugu, e percorrendo o Brasil com o show “Eliezer Motta sem apelação”.

Como deve proceder quem desejar entrar em contato profissional com você?
Deve entrar em contato através do telefone (21) 2456-0424 e também pode acessar o site www.eliezermotta.com.br para obter mais informações da minha carreira e dos meus shows.



 
 
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