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Ed Lincon

Entrevista publicada em agosto de 2004 na Zona Sul e setembro de 2008 na Zona Norte.

Ed Lincoln, organista de sucesso há mais de 40 anos, continua gravando e se apresentando. O Correio Carioca procurou Ed Lincoln, famoso organista, ex-morador de Botafogo e agora residente em Teresópolis, para um bate-papo. Simpático como sempre, recebeu-nos com muita cordialidade e em conversa animada, recordou alguns momentos marcantes de sua brilhante carreira. Afinal de contas, podemos perguntar: quem não dançou ao som de seu conjunto?

Correio Carioca - Onde você nasceu?
Ed Lincoln - Eu nasci em Fortaleza, Ceará. Vim para o Rio de Janeiro em 1951.

Você morou em Botafogo. Em que lugar e época?
Logo que cheguei ao Rio de Janeiro. Morei em um apartamento na rua da Matriz bem próximo à rua Voluntários da Pátria. Logo fiz muitos amigos no bairro.

Como começou sua carreira musical?
Ainda garoto, em Fortaleza já me interessava pela música. No Rio, comecei tocando contrabaixo em clubes. Trabalhei com Luís Eça e Dick Farney na década de 50 e cheguei a gravar um disco com o Trio Plaza. Pouco tempo depois comecei a tocar piano.

Quando se tornou organista e por quê?
Eu tocava piano no conjunto do Djalma Ferreira em sua boate Drink. Durante um afastamento do Djalma, que era o organista, passei a substituí-lo e adotei o órgão como meu instrumento favorito e comecei a me apresentar em bailes.

Dentre os sucessos de sua autoria, quais lhe davam mais prazer em executar?
"O Ganso" com D'Orlann, "É o Cid" com Sílvio César, "Palladium" com Orlan Divo e "Ai Que Saudade Dessa Nêga".

Como eram os bailes da década de 1960?
Além dos bailes em clubes, havia também os tradicionais de formatura, sempre com música ao vivo. Meu conjunto participou de uma infinidade deles.

Quantos discos você gravou?
Perdi a conta (risos). No início da década de 60, gravei meu primeiro disco usando o nome Ed Lincoln: "Ao teu ouvido", pela gravadora "Helium". Depois passei a gravar pela "Musidisc" onde fui diretor musical. Hoje eu tenho meu selo, DeSavoya e meu estúdio.

Quais foram seus últimos trabalhos?
Continuo trabalhando em meu estúdio utilizando alta tecnologia, pois hoje os programas de computador estão tomando conta do mundo musical e gravando minhas interpretações usando às vezes pseudônimos.


 
 
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