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Carlinhos de Jesus

Entrevista publicada em julho de 2008 na Zona Norte.

Correio Carioca: Você é considerado um ícone de sucesso para a cultura brasileira e também no exterior. Quais foram suas influências?
Carlinhos de Jesus: Em 1985 fui convidado a participar da montagem do filme "Ópera do Malandro", sob a direção de Ruy Guerra, como preparador corporal do ator principal, ensinaria a ele os trejeitos do malandro. Após alguns dias de trabalho aumentaram a minha participação no filme. A coreógrafa Regina Miranda, que me selecionou para o filme foi a primeira pessoa a me dar a mão para a profissionalização. A partir daí os convites se multiplicaram e foi Elba Ramalho, com quem dancei por todo o Brasil e boa parte do mundo, de 1989 a 1994, a minha grande "vitrine".

Como começou sua relação com a dança?
Acho que nasci dançarino. A minha infância em Cavalcante foi dentro da quadra da Escola de Samba "Em Cima da Hora", onde aconteciam atividades dançantes quase todos os dias. Nestas ocasiões, enquanto meus coleguinhas preferiam jogar bola, eu ficava no meio dos adultos observando os passos dos dançarinos para posteriormente imitá-los. Não tinha idéia de minha vocação. Fui descobri-la tarde, há 27 anos, na casa do jornalista Sérgio Cabral, quando convidado a dar aulas para um grupo de artistas e políticos.

Você está conduzindo a comissão de frente da Mangueira desde 98. De lá pra cá foram inúmeros prêmios. Você é muito assediado por outras escolas para assumir a comissão de frente?
Em setembro de 1997, fui convidado a ser o responsável pelo show de abertura (comissão de frente) da Mangueira. De lá até hoje foram inúmeros prêmios, isto graças ao total apoio, cobertura, cumplicidade da diretoria da Escola, que me permite voar, delirar, pedir coisas difíceis e ser atendido e, portanto, tornar minhas idéias realidade. Devido a esse sucesso sou, às vezes, convidado a trocar de escola, mas, acho difícil ter esta relação de autonomia que tenho na Mangueira com outra agremiação.

Você é dançarino, coreógrafo, dono de uma academia de dança, dá palestras e workshops em todo país, é responsável pela comissão de frente da Mangueira e dirige um curso de dança em uma universidade. Qual o segredo para cumprir toda essa agenda?
Uma equipe. Tenho uma muito bem montada e que me auxilia em todas as atividades que exerço, desde a empresária até a camareira. Recentemente decidi diversificar e me tornei desde novembro de 2007 um empresário da noite no Rio de Janeiro. Montamos uma casa noturna diferente, no bairro boêmio da Lapa. A nossa ideia foi trazer para o cenário carioca, um espaço diferente, de entretenimento e que agregasse varias gerações, para atrair o jovem, o adulto e a melhor idade. A casa é composta de 3 pavimentos com programação variada de shows, mesas de sinuca, café e uma charmosa gafieira. O Lapa 40 graus Sinuca e Gafieira é a cara do Rio de Janeiro. Estamos até o momento, graças a Deus e a muito trabalho, fazendo muito sucesso.

Você já parou para pensar na contribuição que você está deixando para a Cultura Brasileira?
Eu não tenho ideia. Sou um ser humano que optei por viver da minha arte e me dedico a ela com responsabilidade.

Existe algum projeto cultural ou social em andamento?
Estou sempre envolvido em projetos sociais: desde bolsas de estudos e cursos profissionalizantes a alunos carentes até shows beneficentes revertam este lucro para entidades necessitadas.


 
 
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