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Carlinhos de Jesus

Entrevista publicada em fevereiro de 2004 na Zona Sul.

Um bailarino popular. Assim pode-se definir Carlos Augusto de Jesus, ou simplesmente, Carlinhos de Jesus, o maior nome da dança de salão do Brasil, inúmeras vezes convidado a representar o país no exterior e sinônimo de carnaval. Aos 50 anos, 25 como coreógrafo e dançarino profissional, ele já caía no samba desde os 4. Morador de Copacabana, esse mangueirense tem Botafogo como um lar, tendo plantado suas raízes profissionais neste solo que como ele mesmo diz, o chamou. Formado em pedagogia preferiu a arte para vencer na vida e com toda a certeza, assim como os incontáveis admiradores, não se arrependeu. Ele de braços abertos recebe em sua academia o Correio Carioca.

Correio Carioca - Como foi o início de sua carreira?
Carlinhos de Jesus - Comecei jovem. Sempre fez parte da minha vida, pois minha mãe gostava de dançar e o meu pai dava festas e assim aprendi a dançar. Foi minha grande escola. No início era uma atividade social, mas como as pessoas pediam que eu as ensinasse me envolvi profissionalmente.

Teve alguém a quem você seja grato pelo sucesso?
Olha, tiveram três pessoas em dois momentos. O primeiro foi na casa do Sérgio Cabral, quando ele e a Magali Cabral diziam: "Larga a pedagogia vem viver na dança". Uma visão interessante, pois eu trabalhava no Estado. Mais tarde foi a vez da Regina Miranda (coreógrafa) me levar para o meio.

Quais os principais prêmios?
Medalha de Mérito Artístico, dado pelos Conselhos Brasileiro e Internacional de Dança (da Unesco), títulos de benemérito do Estado, Medalha Pedro Ernesto< Medalha Tiradentes, Congratulação da Prefeitura, três Estandartes de Ouro (1985, 1998 e 1999), dois Tamborins de Ouro (2000 e 2003), entre outros. Todos relacionados à dança e coreografia.

E os seus principais trabalhos?
Sem dúvida as comissões de frente da Mangueira e um trabalho em conjunto com a Ana Botafogo, em um programa de televisão, que juntou o clássico com o popular. Mas tiveram também vários congressos e convites no Brasil e no exterior que representaram muito. Já viajei o mundo inteiro, fui a todos os continentes, sempre em shows que mostravam a nossa cultura.

Comente sua relação com o carnaval.
De amor, paixão. Desde criança, sempre no Rio.

E por quais escolas de samba já desfilou?
Em todas as cariocas, e como convidado. A escola de origem foi a Em Cima da Hora, de Cavalcante. Só que o coração sempre foi Mangueira, mas somente agora que tive acesso a ela.

E com a nossa São Clemente você tem alguma afinidade?
Já fui mestre-sala, tenho até retrato.

E como é o Carlos Augusto de Jesus fora do trabalho?
Muito família. Adoro curtir minha casa, meu espaço e gosto de receber pessoas. Mas fora do trabalho o que gosto mesmo é de me preparar para o trabalho. (risos)

Como veio parar em Botafogo?
O bairro me conquistou, me chamou. Não tinha opção. Surgiu espaço aqui (morava em Copacabana) e tudo chamou minha atenção para cá. Somado ao Humaitá, estou aqui há 20 anos.

O que você está achando do Correio Carioca?
A iniciativa dessa comunicação comunitária é muito importante. Ter um veículo de comunicação entre empresários, moradores e comerciantes, com anúncios e serviços, é bom para o crescimento do bairro.

Você que é um símbolo de festa, deixe um recado para nossos leitores.
Que todo folião botafoguense beba e se divirta com moderação e que venham para o meu bloco, o "Dois Para Lá, Dois Para Cá".

 



 
 
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