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Carequinha

Entrevista publicada em julho de 2005 na Zona Sul e em abril de 2009 na Zona Norte.

Primeiro palhaço a trabalhar na tv brasileira alegrou muitas gerações e tornou-se o mais conhecido e querido do Brasil. Enquanto se preparava para assistir a uma partida de futebol do Brasil pela Copa das Confederações, o senhor George Savalla Gomes de 88 anos, o famoso palhaço Carequinha, recebeu a equipe do Correio Carioca para uma animada conversa na sua residência em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em meio aos troféus, fotografias e discos, a simpatia do entrevistado só saía de cena quando entrava a emoção. Emoção ao escutar o hino do Brasil na televisão, emoção ao lembrar os momentos marcantes da carreira e emoção ao falar das crianças. Sua simplicidade não deixava demonstrar que ali estava um ícone da cultura nacional, responsável pela alegria de tantas crianças e adultos de várias gerações.

Correio Carioca: Em que local o senhor nasceu?
Carequinha: Eu nasci em Rio Bonito dentro do Circo Peruano que pertencia ao meu avô.

Quando e como começou sua carreira?
Eu sou de família tradicional circense. Minha mãe e todos meus tios e tias trabalhavam no circo. Eu atuei pela primeira vez na cidade de Carangola, Minas Gerais quando tinha 5 anos de idade. Meu padrasto colocou-me uma peruca que só tinha cabelo nas laterais da cabeça. Na mesma hora nascia o Carequinha.

Em que circos o senhor trabalhou?
Comecei no Circo Peruano do meu avô, depois trabalhei no Ocidental que pertencia ao meu padrasto, no Atlântico, no Olimexa e por último no Sarrazani.

Como o senhor vê o circo atual?
Carequinha: Ah...(uma pausa) o circo está muito diferente. Ele modernizou-se e não tem mais aquela tradição de diálogos. Agora são três ou quatro palhaços correndo o tempo todo.

Como fazê-lo renascer?
Aquele circo não volta mais. Agora a tendência é imitar os estrangeiros, já que os circos ficaram muito grandes e não têm mais picadeiro. Eles agora possuem palcos. Impossível voltar a ser o que já foi um dia.

Quais foram seus parceiros ao longo da carreira?
O Fred que era o "clown" (um parceiro do palhaço), o Zumbi (que era um personagem mau e assustava as crianças), o Meio-Quilo (anão) e o Polidoro (que anunciava o espetáculo na tv).

Conte um pouco da sua carreira na televisão.
Eu comecei na tv Tupi em 1951 com o programa "Variedades Tupi". Logo depois lançamos o "Circo Bombril" e com ele ficamos 16 anos no ar. Fui pra tv Rio e depois voltei pra Tupi. Ainda trabalhei nas tvs Continental, Excelsior e Manchete, todas já extintas.

Quantos discos o senhor gravou?
Eu gravei 25 discos e mais 80 compactos. Foram mais de 200 músicas. Correio Carioca: E quais foram os maiores sucessos? Carequinha: Bom menino, Rock do Ratinho, Fã da Emilinha que foi a primeira música que gravei, em 1958 e Escolinha do Carequinha.

O senhor trabalhou em filmes. Quais foram?
Eu trabalhei em cinco filmes. Sai de baixo, Com água na boca, Com jeito vai, Sherlock de araque e O palhaço que é.

Deixe um recado para os fãs.
Eu quero deixar uma mensagem para as crianças. Estudem bastante! Vocês serão o futuro de nosso querido país. O circo não vai acabar nunca enquanto houver o sorriso infantil.


 
 
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