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Adelaide Chiozzo

Entrevista publicada em janeiro de 2011

Intérprete de uma das músicas mais conhecidas do Brasil, Beijinho Doce, continua se apresentando com seu instrumento que a tornou célebre, o acordeon

Adelaide Chiozzo, artista de cinema, cantora e acordeonista, recebeu em sua residência a equipe do Correio Carioca com a mesma simpatia com que figurou nas telas de cinema. Essa paulista de nascimento e carioca de coração, sempre sorridente e gentil, bateu um papo descontraído e contou detalhes de sua carreira.


Adelaide Chiozzo

Correio Carioca - Com que idade começou a cantar profissionalmente e em que cidade?
Adelaide Chiozzo - Com 12 anos, na cidade em que nasci, São Paulo.

Quais as músicas interpretadas por você que fizeram mais sucesso?
As canções que fizeram mais sucesso foram Beijinho Doce, Cabecinha no Ombro, Trenzinho do Amor, Pedalando, Sabiá na Gaiola, Cabeça Inchada e Fiz a Cama na Varanda.

Em quantas cidades atuou junto com seu marido violonista Carlos Mattos?
Toquei com ele em mais de 900 cidades por todo o Brasil, dentre as grandes e as pequenas.

Continua se apresentando em shows?
Sim. Continuo viajando pelo Brasil, levando minha música. A propósito, me apresentarei durante todos os dias do carnaval na Cinelândia e, também, farei dia 2 a abertura das festividades carnavalescas na cidade de Rio Claro, no interior paulista.

Uma curiosidade: o seu acordeon é o mesmo desde o início sua carreira e é aquele que aparecia nos filmes nacionais?
Ainda tenho o primeiro e possuo outros, sendo que um deles aparecia nos filmes da Atlântida.

Como passou de cantora à atriz e quem a descobriu?
Fui descoberta como cantora num concurso da Rádio Bandeirantes de São Paulo, incentivada por minha mãe, concurso esse comandado por Sílvio Leporace. Vim morar em Niterói onde Irani de Oliveira me viu tocar e cantar e me encaminhou para a Rádio Nacional, surgindo, a partir daí, a oportunidade de trabalhar na Atlântida Cinematográfica. Meu primeiro filme “É com este que eu vou”.

Em quantos filmes você atuou?
Só na Atlântida em 15 filmes.

Em que papéis?
Na maioria deles fazendo dupla com Eliana Macedo.

Conte uma curiosidade sobre as filmagens.
Certa vez quase fraturei o nariz numa cena e era comum os atores se machucarem nas filmagens, dado o realismo com que procurávamos imprimir às cenas.

Qual sua opinião da dupla Oscarito e Grande Otelo?
Uma grande dupla de excelentes atores, destacando-se a espontaneidade do Oscarito, que tinha muita facilidade para interpretar e criar no momento das filmagens.

Como era o relacionamento com os colegas de trabalho nas filmagens?
Muito bom, principalmente com o Oscarito. Havia solidariedade entre todos, artistas, técnicos e diretores para buscarmos a perfeição, em vista da precariedade dos equipamentos daquela época.

Sente saudades da época das chanchadas?
Sim, por conta das situações surgidas na hora das filmagens e principalmente saudade dos colegas.


 
 
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